2019.2

IPG 761/850 – Tópicos Especiais em Psicanálise III
Título: Psicanálise e Filosofia I
Professor: Joel Birman
Horário: segunda-feira – 12h
Início: (em breve será divulgado) XX de agosto

IPG 756/845 – Escola em Psicanálise
Seminário de Dissertação e Tese
Professor: Fernanda Pacheco e Simone Perelson
Horário: segunda-feira – 13h
Início: 12 de agosto

O curso visa examinar as condições da pesquisa em psicanálise na universidade, trabalhando alguns textos de referência que ao longo do desenvolvimento da teoria psicanalítica definiram os principais modos de aproximação à temática. Com o intuito de atualizar as questões da pesquisa e da produção bibliográfica em cada projeto de
dissertação ou tese, procederemos à leitura individual dos projetos da turma. Contaremos ainda com a apresentação oral dos projetos, acompanhada de delimitação de questões e discussão a fim de que o trabalho no curso se desdobre em um texto sobre a problemática da pesquisa e/ou seus resultados parciais sob a forma de artigo a ser publicado.

IPG 759/848 – Tópicos Especiais em Psicanálise I
Formas atuais de segregação: destinos do gozo e da identificação 
Professoras: Angélica Bastos e Mariana Mollica da Costa Ribeiro Araujo
Participação: Cristina Frederico (IPUB)
Horário: terça-feira – 14:30h
Início: 20 de agosto

Atrelado à pesquisa “Segregação, violência e psicanálise: a perspectiva da supervisão”, o seminário visa discernir as formas de segregação que se apresentam na experiência psicanalítica e, em especial, na prática da supervisão, bem como as vias de tratamento que os sujeitos encontram para responder a elas. Partimos da premissas freudianas presentes em Psicologia das massas e análise do eu e em Moisés e o monoteísmo para conjugar a elas a dimensão pulsional, tal como estabelecido por Jacques Lacan a propósito da expulsão de um gozo desconhecido pelo sujeito. Com base na proposição segundo a qual a sublimação consiste em elevar o objeto à dignidade da Coisa (Lacan, 1959-1960/1997), a idealização e a sublimação serão contrapostas do ponto de vista do lugar ocupado pelo traço identificatório e pelo objeto. Assim, pretende-se abordar as formas contemporâneas de segregação – em especial, o racismo – produzidas em estrita correlação com o discurso dominante no laço social. Para tal, serão consideradas as mutações introduzidas pela necropolítica (Mbembe, 2018b) e as intervenções que a Psicanálise pode produzir por meio do avesso da biopolítica (Laurent, 2016). Espera-se igualmente delinear os destinos que a experiência psicanalítica é suscetível de franquear às identificações e ao gozo que lhes é subjacente, seja através da sublimação, sejax’ por intermédio da nomeação, ou ainda do sinthoma. Recorreremos a fragmentos clínicos e a casos da literatura psicanalítica.

IPG 754/843 – Psicanálise e ciências sociais
Sexuação e asserção subjetiva
Professora: Maria Cristina Poli 
Horário: terça-feira – 15h
Início: 14 de agosto

As questões relativas às práticas e identidades sexuais que rompem com a heterocisnormatividade vigente tem, já há alguns anos, tomado a cena política e o debate público. Também na psicanálise, a teoria freudiana da sexualidade – problematizada desde o princípio, seja por conservadores, seja por feministas – está novamente na berlinda. A pertinência deste debate e a necessidade de revisão dos paradigmas freudo-lacanianos indicam um ponto de abertura inusitado: a ausência de uma formulação teórica referente ao processo de assunção subjetiva de uma posição sexuada. A recorrência ao Édipo ou à inscrição de modalidades de gozo são as respostas que se inscrevem no corpus teórico psicanalítico. Serão elas suficientes para elucidar os fenômenos corporais que se produzem, por exemplo, na transexualidade? E mesmo no que concerne à dita normopatia sexual, como conceber a produção de uma asserção subjetiva do ser sexuado? Neste seminário abordaremos alguns textos da extensa literatura psicanalítica acerca destas questões que possam introduzir uma pesquisa sobre este tema.

IPG 749/838 – Conceitos fundamentais da psicanálise IV
Os destinos pulsionais na contemporaneidade
Professor: Fabio Malcher
Horário: quinta-feira – 13h
Início: 22 de agosto

Partindo dos impactos da aliança entre o capitalismo e a ciência moderna no laço social contemporâneo, temos como proposta de percurso nesse semestre uma reflexão acerca dos destinos pulsionais na contemporaneidade. A pertinência dessa exploração se funda na concepção lacaniana de laço social enquanto modo discursivo de aparelhamento de gozo,logo, modo de lidar com a pulsão, o que coaduna com a indicação freudiana de que os destinos pulsionais seriam modos de defesa do sujeito em relação à pulsão. Nesse sentido, iremos explorar as articulações possíveis entre uma menor potência da função paterna na atualidade e uma menor operatividade de destinos pulsionais nela ancorados, a saber, o recalque e a sublimação. Haveria uma prevalência maior de destinos pulsionais narcísicos na contemporaneidade? Quais os impactos dessa configuração dos destinos pulsionais no laço social? São questões que pretendemos abordar da maneira mais rigorosa possível ao longo do semestre.

IPG 758/847 – Psicanálise e sociedade
Mania, um bairro pouco visitado: psicanálise, psiquiatria e saúde mental
Professor: Julio Verztman 
Horário: quinta-feira – 15h, no IPUB
Início: 15 de agosto

Pretendemos, nesse seminário, traçar um panorama sobre os impasses na clínica dos estados maníacos. Supomos que a experiência maníaca é pouco tematizada pelos diversos saberes que compõem o “campo psi”. No que diz respeito à psicanálise, a mania é tomada,desde Freud, como um aspecto da subjetividade melancólica, sem que possamos compreender os motivos de apenas uma pequena minoria de sujeitos melancólicos apresentarem estados maníacos. Ou as injunções contribuintes para esta oscilação tão extrema de estados de humor. Ou os motivos para determinados sujeitos apresentarem quadros cíclicos de mania, sem que sejam jamais surpreendidas manifestações depressivas. No que diz respeito à psiquiatria, apesar de estudos clássicos da psicopatologia terem sido dedicados à mania, vemos atualmente uma enorme expansão deste diagnóstico, expansão esta baseada numa abordagem puramente descritiva de sintomas, sem qualquer discussão sobre o campo da experiência subjetiva. No que diz respeito ao campo da assistência pública, percebemos uma falta de estratégias específicas para estes sujeitos, que apresentam grande demanda de cuidados. Nos referimos, especialmente, a propostas que delimitem um campo dentro do que denominamos de clínica da psicose ou dos transtornos mentais graves e persistentes. Em função do exposto acima planejamos discutir textos clássicos das psicopatologias psicanalítica e psiquiátrica sobre os estados maníacos, bem como reservar um encontro mensal para discussão clínica de situações que sugerem impasses maníacos. Proporemos aos alunos que trabalham na rede de saúde mental que apresentem situações clínicas em afinidade com as leituras propostas.

IPG 750/839 – Psicanálise e psicologia
Narcisismo e identificação na clínica do extremo
Professora: Marta Rezende Cardoso
Horário: quinta-feira – 9h – seminário fechado
Início: 15 de agosto

Aprofundaremos o estudo da problemática do narcisismo em sua articulação com a identificação tendo em vista o papel que desempenha na constituição e funcionamento
psíquicos e, igualmente, suas múltiplas repercussões no âmbito da transferência.Temos o objetivo de investigar diferentes níveis e modalidades de identificação, elemento essencial para uma efetiva compreensão do narcisismo, levando-se em conta seu entrecruzamento com a alteridade. Explorar os fundamentos e destinos do narcisismo e da identificação na vida psíquica incrementa a pesquisa de determinados quadros psicopatológicos que integram a clínica do extremo e de configurações subjetivas que marcam a atualidade.

IPG 760/849 – Tópicos especiais em psicanálise II
Sintomas, sinthoma e pós-modernidade
Professoras: Tania Coelho dos Santos e Flávia Lana Garcia de Oliveira
Horário: sexta-feira – 8:30h, VIsconde de Pirajá 318/608
Início: 23 de agosto

Ao introduzir a diferença entre sintoma e sinthoma Lacan apresentou uma nova versão da topologia dos nós-borromeanos, sugerindo que o Real, o Imaginàrio e Simbólico são
dimensões radicalmente independentes. Na medida em que a primazia do simbólico já não está mais estruturalmente suposta e garantida, o Nome-do-Pai deixa de ser um significante que deve assegurar a consistência de um corpo falante? Como abordar a questão da transmissão de uma cultura e seus efeitos civilizatórios, sem que este significante ocupe o lugar de um semblante necessário e privilegiado?