UFRJ - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TEORIA PSICANALÍTICA

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Curso

DISCIPLINAS 2016.2

IPG 759/ IPG 848 -  Tópicos especiais em psicanálise II

Seminário de dissertação e tese

 

Professores: Angélica Bastos e Amandio Gomes

Horário: segunda-feira – 13h

Início: 05 de setembro

O seminário tem por objetivo investigar as condições da pesquisa em psicanálise na universidade, problematizando alguns textos de referência que definiram os modos mais importantes de abordagem da temática para as linhas de pesquisa do Programa de Pós-graduação em Teoria Psicanalítica.  Visando à atualização das questões de pesquisa e à produção bibliográfica, procederemos ao exame individual do trabalho de cada aluno da turma. Recorreremos à apresentação escrita e oral dos projetos de dissertação e tese desenvolvidos por mestrandos e doutorandos, acompanhada de delimitação de questões e debate, a fim de que a investigação, a discussão e a escrita na disciplina se desdobrem em um artigo sobre a pesquisa e/ou seus resultados parciais.

 

IPG 753/ IPG 842 – Psicanálise e Linguagem

Formalizações lacanianas: ciência e arte

 

Professora Andréa Martello

Horário: terça feira – 10h

Início: 13 de setembro

 

O curso tem o objetivo de abordar as formalizações lacanianas no que tangem a referência à ciência e à arte. Examina-se como a aproximação desses campos representa um esforço de formalização da psicanálise. Fórmula científica ou poema valem por nos dar notícias do inconsciente e de seu funcionamento de modo extremamente rigoroso. O inconsciente não é o inefável, ele é inscritível e por isso pode ser lido e escrito, transmitido, analisado e interpretado. Repetir a experiência para marcar pontos de superação e corte nas estruturas de formalização do real é fator necessário tanto na ciência quanto na arte, principalmente a partir da arte moderna, assim, sustenta-se que a psicanálise delas se aproxima em busca da inscrição da inconsistência do Outro da linguagem.  Interroga-se acerca da natureza da experiência necessária à transmissão da psicanálise e em que condições a ciência e a arte lhe auxiliam na tarefa de formalização.

 

IPG 758 / IPG 847 – Psicanálise e Sociedade

Sexualidade e gênero: questões contemporâneas

 

Professoras: Maria Cristina Poli e Simone Perelson

Horário: quarta feira – 15h

Início: 24 de agosto

 

Este curso se propõe a revisitar os fundamentos psicanalíticos da sexualidade e a discuti-los a partir das contribuições de autores contemporâneos da própria psicanálise e também da antropologia e das teorias de gênero e queer. Partiremos de uma releitura dos "Três ensaios para uma teoria da sexualidade" (Freud, 1905) e buscaremos centrar as leituras e debates em torno das concepções de identidade e diferença sexual, problematizando-as.

 

IPG-749 / IPG 838 – Conceitos Fundamentais IV

Corpo e intervenções biomédicas

 

Professores: Anna Carolina Lo Bianco

Horário: quinta feira – 13h

Início: 06 de outubro

Continuaremos neste semestre​ a estudar a imagem do corpo e seus efeitos sobre a identificação e o reconhecimento.  Partindo do Estádio do Espelho, concebido por Lacan, avançaremos no exame da constituição do eu corporal - dimensão que está mais radicalmente em jogo​ na clínica de pacientes ​ que sofrem intervenções médicas radicais, cujas consequências se fazem sentir sobretudo na esfera narcí​sica.​  Examinaremos em seguida de que forma nós, os profissionais, estamos com um trabalho  que lida  tão  de perto com aquilo que deixa marcas indeléveis na vida da paciente  ​

 

IPG 757/ IPG 846 – Teoria da Clinica

Winnicott e a clínica contemporânea

 

Professora Regina Herzog e Julio Verztman

Horário: sexta feira – 08:30h

Início: 26 de agosto

Pretendemos explorar certas noções do pensamento de Winnicott que nos ajudem a enfrentar desafios da clinica psicanalítica na atualidade.  O eixo central de nosso percurso será composto pelo livro “O brincar e a realidade”, o qual será inteiramente percorrido por nossas leituras.  As noções privilegiadas serão o brincar, a criatividade, o espaço potencial, o uso do objeto, a experiência cultural, entre inúmeras outras.  Discutiremos também alguns de seus textos anteriores, tais como “O desenvolvimento emocional infantil” e nos serviremos de alguns comentadores que enriqueçam nossa compreensão, tais como Adam Phillips, Jan Abram, Thomas Ogden, entre outros.

 

Seminários de Pesquisa

É necessário contatar o professor para efetuar a matrícula nestes seminários.

 

IPG 760/ IPG 849 -  Tópicos Especiais II

Subversão do sujeito e dialética do desejo no inconsciente freudiano II 

 

Professora Fernanda Costa Moura

Horário: segunda feira – 13h

Início: 14 de setembro

Continuando o trabalho de leitura dos escritos fundamentais de Lacan, o curso aborda “Subversão do sujeito e dialética do desejo no inconsciente freudiano” de 1960, que testemunha a proposição do conceito de sujeito como primordial para a doutrina psicanalítica. Relendo o escrito à luz da problemática contemporânea, procuraremos delimitar a subversão do sujeito em suas relações com a pulsão e a demanda que distingue a práxis psicanalítica. Daremos especial atenção à elaboração do chamado “grafo do desejo”, que concerne ao problema real do gozo e posiciona o desejo como corte a ser suportado por cada um, em cada incidência do laço psicanalítico.

 

IPG 746/ IPG 835 -  Conceitos Fundamentais I

Excesso, trauma e narcisismo

 

Professora Marta Rezende

Horário: quinta feira – 9h

Início: 25 de agosto

 

Neste seminário, será explorada a articulação entre trauma e excesso tendo como ponto de partida a genealogia dessas noções na obra de Freud. Investigaremos de que modo a questão da qualidade da constituição narcísica se entrecruza com a da insistência do traumático. Nosso interesse em dar continuidade à realização desse estudo, através do aprofundamento dessas complexas relações, visa, não somente ao avanço de sua compreensão no plano da metapsicologia, mas, igualmente, da psicopatologia e da clínica. Iremos nos dedicar à análise da singularidade de determinadas situações clínicas marcadas, em sua base, pela presença de um excesso pulsional, correlativo, por sua vez, à precariedade do funcionamento egoico.

 

IPG 761/ IPG 850 -  Tópicos especiais em psicanálise III

Sociedade da informação: a verdade mentirosa e a mentira verdadeira

 

Professora Tania Coelho dos Santos

Horário: sexta feira – 8h30min

Início: 02 de setembro

 

É com a releitura do psicanalista J.A. Miller do chamado último ensino de Lacan que surge toda uma teoria e uma prática da psicanálise em torno da tese de que o Outro não existe e da promoção do conceito de corpo falante. A expressão verdade mentirosa foi extraída do texto Prefácio à edição inglesa do Seminário 11. Não se trata de opor a verdade mentirosa à verdade verídica, mas de considerar como essencial, constitutiva, a aliança da verdade com a mentira. O mentir-verdadeiro é uma mentira que vai ao encontro da verdade, que a revela. De acordo com Miller – é esta a sua interpretação de Lacan –, a própria verdade é uma mentira. Ele mesmo reconhece que é uma grande ousadia supor que Lacan teria dito isso, pois este último fez da verdade o pivô da experiência analítica. Porém, se corrige afirmando que a verdade é intrinsecamente mentirosa. Acredita que esta afirmação é compatível com o fato de que Lacan tomava a verdade como efeito, cuja causa é o significante. Quanto a mim, me parece óbvio que a verdade como efeito do significante não é a mesma coisa que a verdade mentirosa. Essencialmente, porque a cadeia dos significantes não é arbitrária. Ela é determinada pelo significante mestre, o Nome do pai. Mas, se abolimos o papel do Nome do Pai no lugar de agente do discurso ou no lugar do significante mestre, alegando que o Outro não existe, de fato, resta concluir que toda verdade é mentirosa. Nada mais é do que uma invenção solitária, uma elucubração qualquer sobre o real.

 

IPG 747/ IPG 836 -  Conceitos fundamentais da psicanálise II

A regressão terapêutica: questões técnicas

 

Professores: Regina Herzog, Julio Verztman, Teresa Pinheiro e Fernanda Pacheco Ferreira

Horário: sexta feira – 11:30h

Início: 26 de agosto

 

Pretendemos revisar a literatura sobre a noção de regressão terapêutica, da forma como ela foi concebida dentro da tradição ferencziana e desenvolvida por autores tais como Balint e Winnicott. A leitura desses textos está intimamente articulada à discussão dos casos atendidos pelo NEPECC, os quais solicitaram, em função de certos impasses, o aprofundamento do recurso à regressão.  Temas adotados: a noção de regressão e mutualidade no diário clínico de Ferenczi, especialmente ao caso de Elizabeth Severn; a noção de “órfa” que lhe é correlata; a regressão terapêutica no livro “A falha básica” de Balint e sua proposta de “novo começo”; a noção de “uso do objeto” em Winnicott.

 

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